o que concreto tornou-se disperso
dentro do ar límpido e capitalizado;
fácil de sentir a tristeza instantânea.
Difícil levantar-se
e buscar outras dimensões,
encontrá-las e contorná-las
em um só ponto definido
e sem contradições.
De vez em quando, vive-se isso,
esse nada interno embutido
no tudo externo,
essa contração ácida
e falácia, com contatos e contratos;
visões vitais à reprodução cíclica
misturada ao desejo metafísico do eterno,
brincadeiras de criança para sempre,
por enquanto, a conduta bíblica.
Circunstâncias criam-se,
e incrivelmente
recebem interpretações semelhantes;
a partir daí, dá-se alguns costumes
de sobrevivência e conformismo,
e ninguém mais voa.
Ninguém mais entende.
Inventam orgia lírica para os pobres
e os fazem crescentes aprendizes.
Deixam o peixe pescado pular fora
e liberam-no para ir embora.

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